Instalação “O jogo da macaca”

Por Pedro Clasen e Tiago Patrício

A instalação será desenvolvida de forma que o público possa interagir tal qual o jogo. Aventurando se no jogo o observador poderá descobrir os oito capítulos de uma história que se inicia na infância e progride.

 
Quais as possibilidades e os nomes do jogo da macaca, do pé coxinho ou do avião? Tantos osnomes quantas as geografias e o número de quadrados a saltar, para dar a volta e regressar à casa da partida com o jogo completo.
 
Transplantar esse desenho feito no recreio da escola para um objecto a três dimensões, depois adicionar detectores de pressão e fazer uma ligação aos sons relacionados com a infância e a escola pública.
E como fio condutor um história percorrida quadrado a quadrado, como a malha que marca o tempo e faz as ligações entre a memória do que queríamos ser e do que afinal vamos sendo capazes de conseguir.
O tempo curto da pausa entre as aulas ou o tempo longo das tardes até à hora do jantar. Que sons nos chegaram intactos e que histórias somos capazes de voltar a ouvir, passo a passo, em oito andamentos, fragmentos de uma ambiguidade própria de um jogo que unia rapazes e raparigas de pé no ar e depois de pés juntos à meia volta.
O avião que desenhávamos e se apagava até ao dia seguinte e era preciso recomeçar, com uma pedra afiada, um ramo de uma árvore. “Ontem o meu pai chegou mais tarde a casa e mandou-nos para o quarto mais cedo, ficou a conversar com a minha mãe, mas nós ficámos à espreita atrás da porta, iríamos de férias para casa da avó, iríamos mudar de cidade, de país, de pais…”
 
O projecto apresenta-se assim, de um desenho a duas dimensões, emergem placas de madeira sobre um estrutura com sensores de pressão, que accionam ficheiros sonoros consoante os passos que demos e a direcção que tomámos.
Há uma narração que pode ser seguida até ao final, entrecortada com sons obtidos do interior de uma escola primária e da paisagem exterior que a envolve, natureza e espaço urbano.
 
O objectivo da obra é suscitar as memorias de infância, em particular aquelas associadas a escolas dos anos 80, onde ainda era possível encontrar influências educacionais de um outro tempo.
A vivencia da obra pretende fazer associar a infância, determinante e construtora, ao Eu que “hoje” vive, incentivando um reencontro difuso com as memórias que ondulam num recanto pouco iluminado da mente.

Cada observador poderá fazer o seu roteiro ou poderá apenas observar o objecto no seu grau zero, na sua potência de contar uma história em oito capítulos, que começa naquela idade em que começamos a entender as coisas e termina numa idade em que deixamos de perceber todas as coisas.
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