Feira do Livro de Lisboa 2013

Sessões de Autógrafos e leituras de Trás-os-Montes no recinto da Feira do Livro de Lisboa, edição 2013

Dia 1 de Junho às 21h – O cair da noite – instalação transmontana, com sons de Trás-os-Montes e leituras do livro
Local – Pavilhões da Gradiva

Dia 9 de Junho, às 21h – Oficina de Literatura de Viagem (interior)

“Antes do cair da noite faremos uma breve leitura em conjunto de alguns textos muito curtos de autores como Fernando Pessoa, Ian McEwan, Margueritte Duras, Woody Allen, Groucho Marx, Lev Tolstói, entre outros, a propósito de viagens. Depois, cada um seguirá um percurso de escrita/descrita pelo Parque Eduardo VII, até à hora de regressar ao ponto de partida para reler os textos em conjunto, já com a noite bem instalada e sob a luz interior do auditório da Apel.”

Não é necessário ler os textos antes da oficina, uma vez que serão fornecidos no local, mas para quem quiser, poderá ter acesso ao pdf via facebook depois da inscrição.

Responsável – Tiago Patrício
Local – (auditório da Apel e outros observatórios do Parque Eduardo VII)
Duração – 90 aproximadamente
Material – folhas e esferográficas (os textos serão facultados no início da oficina)
Nº máx de participantes – 10
Inscrições gratuitas através do facebook – Tiago Ribeiro Patricio

Dia 10 de Junho às 16h – Sessão de Autógrafos
Local – Pavilhões da Gradiva

 

Entretanto partilho os comentários generosos de uma leitora

Tiago Patrício, Trás-os-Montes

“Assim como há quem diga que quando se morre não se vai logo para a morte, ponho-me para aqui a imaginar quais terão sido os sítios por onde andámos antes de sabermos que existíamos.
Só a partir do momento em que nos lembramos dela é que podemos dizer quando começa a nossa infância. Aquilo que não recordamos não existe. Por isso é tão significativo o que a nossa memória retém desse período – a surpresa, a verdade dos sentidos, a liberdade do olhar.
Pareceu-me que este romance tinha que ver com estas sensações. Lembro-me de uma impressão semelhante me ter ficado de uma outra história, que como esta, resolvi partilhar com gente de quem gostava – Panait Istrati, Os Cardos de Baragan, que redescubro num esforço googlíco de memória.
Ora, ao ler Trás- os-Montes, é essa sensação que me prende, a mesma de quando li Panait Istrati, num tempo em que nem sabia onde ficava a Roménia. De ambos me ficam as infâncias de sítios fechados, lugares que ninguém conhece, lugares que imagino no meio de montes e por detrás de muros que se abrem para mundos brilhantes, por caminhos de infâncias à beira da terra, de segredos que se escondem dentro dela e nos ensinam a viver.
 A crueldade infantil, a caça aos pássaros, a vergonha do corpo da mãe de Teodoro, as regras estritas de costumes em que os irmãos controlam as irmãs, o seu bom nome. As missas, as raparigas mais velhas com os cestos de ofertório em roupas de cabaré, o pecado, as revistas com mulheres, tenho de pecar, tenho de pecar senão rebento, diz Edgar.
Trás-os-Montes, um livro aonde apetece voltar, como a todas as infâncias.”

Publicada por

http://lentesdeler.blogspot.pt/2013/03/tiago-patricio-tras-os-montes.html

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